A implantação de bicicletários no condomínio

Bicicletários em condomínios: como implantar

Os bicicletários em condomínios vêm ganhando espaço. A utilização de bicicletas entre os brasileiros está aumentando, seja para passeio, para ir ao trabalho ou até mesmo para as atividades físicas. E esta prática é uma tendência mundial. Muitas cidades desenvolvidas ao redor do mundo baseiam suas políticas de mobilidade urbana na expansão desse meio de transporte.

Engarrafamentos a perder de vista, poluição, alto preço dos combustíveis. Contribuir para a preservação do meio ambiente, fazer uma atividade física enquanto se desloca para os compromissos. Esses e outros fatores fizeram com que as bicicletas ocupassem cada vez mais as ruas. Em muitos casos, ela pode ser o meio de locomoção mais rápido para se chegar ao destino e proporciona mais liberdade para escolher qual caminho percorrer.

O que acontece é que, em muitos condomínios por todo o Brasil, não existe espaço adequado para guardá-las, seja por falta de espaço ou pela falta de iniciativa da própria administração. Mas um bom síndico deve acompanhar as tendências da sociedade para realizar uma gestão em prol dos condôminos.

Pensando nessa questão, preparamos um post completo para você saber como implementar bicicletários em condomínios. Antes de explicar passo a passo a instalação, veja a importância do equipamento e as vantagens de tê-lo em sua edificação.

Bicicletários em condomínios: como implantar?

Importância dos bicicletários em condomínios

Com o aumento da demanda de bicicletas, diversos condomínios estão se adequando para esta nova realidade de locomoção. Ou seja, o síndico não tem como fugir destas adequações. E é recomendável que não fuja. Afinal, ele é o administrador dos recursos de uma coletividade e deve adotar medidas em prol dela.

Instalar bicicletários em condomínios é uma forma de demonstrar que a gestão acompanha as tendências sociais. E isso é muito importante para passar confiança aos condôminos. Toda pessoa deseja morar em um local moderno, que ofereça facilidades e que evolua conforme a sociedade. Por isso, esse equipamento deixou de ser um luxo para ser uma necessidade.

Ainda há síndicos que acreditam ser um investimento desnecessário. Mas é preciso destacar que a presença dessa instalação valoriza o condomínio. Afinal, não basta o desejo de uma pessoa em comprar uma bicicleta. Ela quer ter uma qualidade de vida melhor, mas para ter o equipamento, precisa de um espaço adequado para guardá-lo.

E isso influencia também em relação a novos moradores. Se o edifício ainda não foi totalmente ocupado ou se um condômino está tentando locar sua unidade, bicicletários em condomínios podem ser um atrativo e contribuir na decisão de compra.

Ter um bicicletário no condomínio não é apenas acompanhar a tendência sustentável que ganha força ao redor do mundo. De fato, a bicicleta contribui para a mobilidade urbana e tem impactos ambientais, econômicos e na saúde. Esse veículo de baixo custo demanda pouca manutenção e não tem gastos com combustível, motivo pelo qual é cada vez mais popular.

Bicicletários em condomínios: como implantar?

Vantagem dos bicicletários em condomínios

Em cidades onde o trânsito é caótico, a bicicleta se torna a melhor forma de deslocamento sem perda de tempo. Uma pessoa que opta por esse meio de transporte pode aproveitar melhor o tempo do trajeto entre casa e trabalho. Mas para que isso ocorra, é preciso ter um local seguro e apropriado para sua guarda.

E qual a vantagem em se ter bicicletários em condomínios? A primeira delas é ajudar na organização. Em geral, eles são instalados próximos à entrada do estacionamento, evitando que as bicicletas sujas sejam levadas para dentro do prédio e causem transtorno entre os moradores.

Os bicicletários em condomínios também contribuem para manter os demais veículos longe de arranhões. Sua ausência faz com que o proprietário deixe sua bicicleta na garagem junto com os carros, em locais inapropriados. Devido ao manuseio, podem ocorrer danos ao veículo, seja do próprio morador ou de terceiro.

Além disso, quando as bicicletas ficam mal posicionadas na garagem, podem ser danificadas no aro e no quadro. Por isso, é importante ter um local exclusivo para esses equipamentos.

Instalação de bicicletários em condomínio

A instalação de bicicletários em condomínio não pode ser feita de qualquer maneira. O primeiro passo é verificar se existe uma legislação municipal sobre o assunto. Em seguida, é necessário que os moradores e a administração estejam em comum acordo. Além disso, é preciso estabelecer regras de uso do equipamento.

Veja nosso passo a passo para instalação de bibicletários em condomínios!

Verificar a legislação municipal

O primeiro passo para instalar bicicletários em condomínios é verificar se existe alguma legislação municipal sobre o assunto. É importante lembrar que cada cidade pode dispor sobre a utilização de seu espaço físico, motivo pelo qual o síndico deve recorrer ao órgão municipal para saber as normas aplicáveis.

Já existem cidades brasileiras, que obrigam, por meio de leis municipais, a construção de um espaço destinado às bicicletas e seus equipamentos. Um exemplo é a cidade de São Paulo.

Em São Paulo, bicicletários em condomínios é lei desde 2013, com a edição do Decreto nº 53.942, de 28 de maio de 2013. Ele foi elaborado pelo então prefeito Fernando Haddad e regulamentou a Lei nº 15.649/2012, que obriga as novas construções, sejam elas comerciais ou residenciais, a reservarem até 10% do espaço do estacionamento para vagas de bicicletas.

De acordo com o decreto, os bicicletários em condomínios devem atender às seguintes determinações:

  • As vagas para bicicletas devem ser alocadas em ambiente de fácil acesso, próximas da rua e da calçada;
  • Os suportes que prendem as bicicletas devem estar distantes entre si em, no mínimo, 0,75 metro.
  • O tamanho do espaço deverá ser de 1,80 metro de extensão, com altura mínima de 2 metros;
  • Usuários precisam ter acesso garantido ao bicicletário.

A lei paulista exclui da obrigação de se ter bicicletários alguns condomínios, como aqueles que não possuem área de estacionamento, os empreendimentos que se situam em vias onde o tráfego de bicicletas é proibido pelo órgão municipal de trânsito e os locais que ficam em terreno localizado no alinhamento das vias públicas, não possuindo área de acesso para estacionamento.

A grande maioria das cidades brasileiras não seguem o exemplo de São Paulo quando se trata da obrigatoriedade de bicicletários em condomínios.

Bicicletários em condomínios: como implantar?

Debate em assembleia

Para que o bicicletário seja implantado no condomínio, é preciso que ocorra a convocação de assembleia de condomínio para discutir o assunto. Para a implantação do bicicletário sem alteração da área comum, a proposta deve ser aceita pela maioria dos presentes. Caso haja a necessidade de alterações da área comum, o quórum é um pouco maior. Dois terços dos condôminos devem aceitar a proposta, e a adequação deve ocorre conforme manda a convenção de condomínio.

Há algumas boas práticas que o síndico pode adotar ao debater o assunto na assembleia, como:

  • Apresentar os tipos de bicicletários em condomínios existentes;
  • Demonstrar proatividade, levando ao conhecimento dos presentes pelos menos três orçamentos de cada tipo de bicicletário, otimizando o tempo de decisão sobre o tema;
  • Propor um período de teste para implementar um equipamento provisório, como um abrigo, para verificar a adaptação dos condôminos. Isso diminui os entraves que podem ser colocados pela coletividade. Lembre-se somente de registrar isso na ata da assembleia.

Se o bicicletário for aprovado, é preciso estipular regras de uso. Mas, antes, veja quais são os tipos de bicicletários em condomínios que podem ser adotados.

Escolher um tipo de bicicletário

O tipo de bicicletário a ser escolhido para um condomínio depende de dois fatores principais: o espaço disponível para a instalação e a localização da edificação. Este último ponto serve especificamente para os condomínios localizados em regiões litorâneas, que sofrem com a salinidade do mar. Em qualquer tipo escolhido, o síndico deve prezar pela padronização do equipamento, pois isso valoriza o condomínio e contribui para sua harmonização visual.

Os tipos de bicicletários são:

  • Bicicletários de ganchos: modelo muito utilizado em condomínios que não possuem muito espaço para implantar o bicicletário. Os ganchos são instalados na parede e mantêm todas as bicicletas na vertical. Um suporte com 10 vagas não custa muito (em torno de R$ 700,00), e é possível reuni-las a cada 2 metros. De ponto negativo, fica o fato de que o suporte pode danificar o aro das bicicletas e pode não suportar aquelas que fogem do tamanho padrão.
  • Bicicletários de encaixe/chão: sua utilização é mais prática, porque fica no chão, o que facilita para crianças e idosos. Basicamente, o usuário precisa apenas acoplar a roda dianteira no suporte. O principal ponto negativo desse tipo de bicicletário é que ele ocupa mais espaço, sendo que é possível aglomerar apenas 5 bicicletas a cada 1,5 metro. Além disso, esse suporte pode torcer o aro e danificar discos e freios das bicicletas. De positivo, fica o valor: um suporte com 5 vagas tem preço em torno de R$ 300,00.
  • Paraciclo: semelhante aos aparelhos vistos nas ruas. O paraciclo é composto por aros que sustentam as bicicletas, que ficam com as duas rodas no chão. Ele pode ser instalado em qualquer local, não havendo necessidade de reservar uma área fechada para os veículos. O ponto positivo é que ele apresenta menos risco de danos às bikes. De negativo, o fato de que um suporte apoia somente duas bicicletas, com custo aproximado de R$ 300,00.

Antes de escolher um dos tipos de bicicletários em condomínios, o síndico deve fazer uma boa pesquisa. É preciso considerar o valor, a praticidade e a qualidade dos suportes. Além disso, pode ser interessante pesquisar feedback de outros condomínios que implementaram o equipamento recentemente. É uma forma de assegurar que a empresa fornecedora é séria e entregará o produto de forma correta.

Regras de uso do equipamento

Para o bom funcionamento dos bicicletários em condomínio, é preciso criar um regulamento em que as regras e as responsabilidades do uso do equipamento pelos moradores são definidas. Essas regras são especialmente importantes em municípios que não possuem regras para o estacionamento de bicicletas em condomínios. Em muitos casos, também não há qualquer disposição no regimento interno.

Diante disso, a administração e os condôminos podem se unir para alterar o regimento e incluir essas regras de uso. Assim, terá um documento que abordará tudo que precisa ser definido a respeito dos bicicletários em condomínios.

O documento pode definir as seguintes questões:

  • Qual o mecanismo de segurança para o bicicletário? Ele será monitorado 24 horas por câmeras e será fechado com cadeado? Neste caso, o morador deverá pegar uma chave na portaria e deixar sua assinatura em um livro de controle (horário de retirada e devolução da bicicleta);
  • Cada bicicleta deverá ser identificada com número de apartamento e bloco?
  • Cada bicicleta deve ser lacrada com cadeado para evitar transtornos posteriores e a utilização indevida?
  • A entrada do morador com bicicleta se dará pela portaria principal ou pela garagem?
  • O bicicletário é uma área exclusiva dos moradores ou também pode ser utilizada por visitantes?
  • Como será feita a definição de lugares? Ela será determinada conforme a ordem das unidades ou de acordo com a frequência de uso das bicicletas (quem usa mais a bicicleta estaciona em uma vaga melhor)?

Essas questões são muito diferentes se compararmos com os condomínios que não possuem bicicletário. Quando não há o equipamento, o síndico deve pensar se o morador pode usar a vaga na garagem para estacionar a bicicleta ou se o morador pode parar a bicicleta em área comum ou nos corredores. Outro ponto que deverá ser pensado é se a bicicleta só poderá ser transportada pela saída dos fundos do edifício e se o morador deve utilizar apenas o elevador de carga.

A criação de regras, em suma, é a forma de manter um controle maior sobre os bicicletários em condomínios. Assim, é possível evitar diversos problemas, como permitir o uso de bicicletário para armazenar outros objetos.

Segurança e organização do bicicletário

Dentro das regras de uso dos bicicletários em condomínio, é preciso abordar pontos relativos à segurança e à organização do equipamento. Inicialmente, cada morador deve assinar um termo de responsabilidade antes de utilizar o ambiente.

Em seguida, o síndico deve esclarecer aos moradores que o condomínio não é responsável por danos ou furtos das bicicletas somente porque existe um local para sua guarda. O empreendimento só será responsável se ele ficar trancado, sendo responsabilidade do zelador abrir ou fechar o local. Portanto, é importante dizer aos proprietários que guardem seus equipamentos de acordo com as regras, evitando deixá-los expostos no bicicletário caso ele não seja trancado.

Feita essa observação, é preciso ter normas que possibilitem à administração do condomínio organizar o equipamento. Uma delas diz respeito ao recadastramento de bicicletas a cada 6 meses. Ainda que elas sejam identificadas com o número do apartamento ou outra forma, é uma maneira de evitar que equipamentos velhos não utilizados ocupem espaço que pode se destinar a abrigar outra bicicleta.

Outra regra importante é proibir o depósito no bicicletário de qualquer outro objeto que não seja relacionado à bicicleta. Isso poderia transformar o local em um caos e desvirtuar seu objetivo principal.

De acordo com o tipo de segurança adotado no condomínio, o síndico deve deixar claro os procedimentos que cada morador deve adotar para não colocar em risco as bicicletas de outros moradores. Um bom exemplo é pegar a chave com o zelador para retirar a bicicleta e esquecer de trancar o local ou deixá-lo aberto ainda que por um período curto de tempo.

Por fim, a administração não pode se esquecer de realizar manutenção periódica nos bicicletários de condomínios. Troca de lâmpadas, limpeza e conserto de suportes danificados é o mínimo que deve ser feito.

Bicicletários em condomínios: como implantar? 

Adequação em condomínios antigos

Um dúvida muito comum sobre bicicletários em condomínios diz respeito aos locais mais antigos. É comum que essas edificações não possuam espaço suficiente para instalar o equipamento. Diante disso, como fazer a adequação?

Em primeiro lugar, tenha em mente os tipos de bicicletário disponíveis. Certamente um deles caberá no espaço disponível, uma vez que existem muitas opções no mercado. É melhor ter poucos suportes, que podem guardar as bicicletas de forma devida, do que não ter nenhum. Lembre-se que, além de alguns condomínios vetarem o uso da garagem para guarda das bicicletas, aqueles que permitem podem ter que lidar com avarias a outros veículos provocados pela guarda indevida.

E outro ponto importante: é preferível fazer um rodízio entre as vagas disponíveis, se for o caso, do que não ter nenhum local destinado para a guarda de bicicletas. Nestes casos, coloque a imaginação para funcionar, discuta possibilidades com os condôminos para encontrar soluções para os bicicletários em condomínios.

Ter bicicletários em condomínios atualmente é acompanhar a evolução da sociedade. A busca por soluções eficazes de mobilidade é do Poder Público, mas os cidadãos também têm obrigação de contribuir para isso. A obrigatoriedade dos bicicletários em algumas cidades é a prova disso, pois incentiva os condôminos a adotarem a bicicleta ao invés de outros meios de transporte.

Se você é um síndico antenado, sabe que é importante proceder à instalação desse equipamento. Para mantê-lo sempre à disposição dos moradores em condições impecáveis, pode utilizar a tecnologia para agendar as manutenções e documentar tudo que for relativo ao bicicletário.

Quer saber como um software de condomínio pode ajudá-lo nessa questão? Conheça a melhor solução do mercado!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *