Tudo que você precisa saber sobre fundo de reserva para condomínio

Tudo que você precisa saber sobre fundo de reserva para condomínio

Administrar um condomínio, seja você um síndico ou uma administradora, exige diversos cuidados e muita atenção aos detalhes, principalmente no que diz respeito ao setor financeiro.

As finanças de um condomínio se assemelham, muitas vezes, às finanças de uma empresa. É necessário pagar impostos, gerir colaboradores, prestar contas e garantir um fundo de reserva.

O fundo de reserva para condomínio é fundamental para dar tranquilidade aos moradores, ao síndico e à administradora.

Quer entender o que é esse fundo, como criá-lo e em quais situações ele pode ser utilizado? Continue a leitura.

Por que o fundo de reserva para condomínio é importante?

O fundo de reserva para condomínio nada mais é que uma espécie de poupança, para onde os condomínios direcionam determinados valores para construir uma reserva financeira e poder arcar com alguns custos em situações futuras, considerando despesas imprevistas.

Os fundos de reserva consistem em uma estratégia preventiva, para não bagunçar as finanças do condomínio em caso de emergências, por exemplo.

O fundo de reserva para condomínio não é uma regra, mas é uma excelente alternativa para ajudar na administração do espaço e evitar transtornos financeiros posteriormente.

Apesar de não ser uma regra, quando o fundo de reserva para condomínio é criado, é necessário formalizá-lo, instituí-lo e regulamentá-lo através da Convenção Condominial, do Regimento Interno do condomínio, ou por meio de uma deliberação na assembléia. Nessa deliberação, é necessário definir, por exemplo, em quais casos esse fundo será utilizado e qual é o percentual da taxa condominial que será direcionado para essa reserva.

Qual a porcentagem deve ir para o fundo de reserva?

Tendo como padrão, o fundo de reserva do condomínio deve consistir em aproximadamente três meses do valor da receita total arrecadada. Nesse sentido, se o seu condomínio arrecada R$15mil por mês, é interessante que o fundo tenha um saldo em conta de R$45mil.

Pensando em como formar esse fundo de reserva, é comum que o valor seja algo entre 5% a 10% da taxa condominial todos os meses direcionados para essa conta.

É importante pontuar também que, como se trata de uma reserva financeira para lidar com emergências e situações inesperadas, é importante que esse dinheiro esteja guardado em uma conta de liquidez diária. Por isso, não é recomendado investir o valor da reserva financeira para conseguir aumentar sua rentabilidade: ele precisa estar de fácil acesso em caso de urgências.

Quem paga pelo fundo de reserva?

Quem paga pelo fundo de reserva?

Antes de responder essa pergunta, é necessário entender qual é a diferença entre as despesas ordinárias e as despesas extraordinárias de um condomínio.

Gastos como manutenção, por exemplo, são consideradas despesas ordinárias, por serem recorrentes e previstas. No entanto, gastos com reformas e urgências, no entanto, são consideradas extraordinárias.

De acordo com a Lei do Inquilinato, Lei 8245/91, o locatário é responsável por pagar apenas as despesas de caráter ordinário, deixando as despesas extraordinárias a cargo do proprietário.

Dessa forma, o dono do imóvel é o responsável por contribuir com o fundo de reserva para condomínio. A única situação em que o inquilino deve pagar pelo fundo de reserva é quando o valor dessa poupança for usado para arcar com despesas ordinárias.

Qual a finalidade do fundo de reserva para condomínio?

A finalidade do fundo de reserva para condomínio irá variar de acordo com as situações definidas durante a sua criação, e é fundamental que isso esteja devidamente alinhado com moradores e proprietários dos imóveis do condomínio.

Como de costume, o fundo de reserva é utilizado em situações extremas. No entanto, conforme citado anteriormente, é preciso entender a diferença entre despesas ordinárias e extraordinárias, sendo o segundo grupo o principal objetivo para a reserva financeira.

Despesas ordinárias

As despesas ordinárias são aquelas que estão relacionadas à manutenção regular do condomínio. Dentro desse grupo, encontramos os gastos com conservação e limpeza das áreas comuns, manutenção de portões, elevadores e demais equipamentos, pagamento de salários de profissionais que atuam no condomínio, bem como seus benefícios, etc.

Despesas extraordinárias

As despesas extraordinárias, por sua vez, são as que estão relacionadas à modificação ou investimento no condomínio: compra de novos equipamentos de segurança, pintura da fachada, reformas do prédio, construção de quadras, instalação de piscinas, aquisição de móveis e muito mais. 

A criação do fundo de reserva para condomínio não é uma obrigatoriedade, mas uma é excelente estratégia para a construção de um condomínio financeiramente organizado e seguro. 

Para síndicos ou administradoras, é interessante considerar essa possibilidade e alinhá-la com os moradores e proprietários de imóveis, para que todos estejam cientes sobre como funcionaria o fundo e para qual finalidade ele se direciona.

Está pensando em convocar uma assembleia para falar sobre o assunto? Veja como a assembleia virtual em condomínios pode ser uma boa pedida!

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